violão toca.
sopro distante e sinuoso da flauta, hummm...
Anda nu e lhe escapa o tecido fino que cobre cada pedaço desenhado de seu corpo.
Os passos ressonam a madeira do assoalho, estalam.
A vitrola exala sussurros doces, as cordas estalam na madeira lustrada.
A luz, noturna, amplia o espaço pequeno da sala.
Casa velha, doce aroma de incenso.
As almofadas brilham à nuance do abajur da sala de estar.
O veludo de seus pelos dão um tom de cetim à tez suada.
Duas taças com vinho sobre a mesa.
Uma porta fecha-se... outra abre-se
as cortinas espalham toda fumaça na casa, um cigarro queima no cinzeiro.
começa a garoar, seus pelos arrepiam-se.
a noite começa a esquentar.
Ouve na vitrola palmas, música de longe.
toca o relógio três badaladas.
tudo escurece.
boa noite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário